Hail to the King
Sexto álbum, com um som propositalmente mais direto e "clássico", inspirado abertamente em Black Sabbath, Iron Maiden, Metallica e Guns N' Roses — o disco que consolidou a banda como headliner de festivais.
Ouvir no SpotifyTons e ideias marcantes
A sedução do mal como figura protetora
A faixa "Shepherd of Fire", de abertura do álbum, é cantada da perspectiva do próprio demônio, que se apresenta como um guia simpático às dores humanas enquanto oferece promessas enganosas — a banda construiu a introdução da faixa como se o ouvinte estivesse literalmente entrando no inferno, com sinos e fogo na ambientação sonora.
Obediência cega a reis e líderes
A faixa-título narra, na superfície, a história de um rei tirano que extermina quem não jura lealdade a ele — mas M. Shadows explicou que a letra é, na verdade, uma pergunta sobre por que a sociedade sempre precisa seguir reis, presidentes e papas em vez de pensar por conta própria.
A guerra dentro da própria cabeça
A faixa "This Means War" não fala de conflito militar, mas do embate interno entre viver com as próprias decisões e conviver com os próprios defeitos, segundo M. Shadows.
Um requiem ao contrário
A faixa "Requiem" inverte a lógica das preces sacras tradicionais — em vez de pedir salvação a um deus bondoso, a letra invoca o senhor das trevas pra ressuscitar o inferno, misturando súplica e desejo de destruição em versos cantados em latim.
Como o álbum foi recebido
Músicas mais streamadas
Gravação e produção
Produzido novamente por Mike Elizondo, Hail to the King foi uma escolha deliberada de soar menos técnico e mais "estádio" do que os discos anteriores, com riffs mid-tempo e refrões diretos. A banda foi tão aberta sobre suas referências que, anos depois, M. Shadows admitiu, em entrevista à revista Revolver, que o grupo "cortou perto demais" o som do Black Album do Metallica em algumas faixas.
Recepção crítica dividida
O disco recebeu uma resposta mista da crítica — o Metacritic registrou média de 70/100, entre quem elogiou o resgate de uma sonoridade mais clássica e crua (o jornal The Guardian chamou o resultado de "tão vital quanto as bandas que o inspiraram") e quem via na mudança uma perda de identidade da banda.
Legado comercial
Hail to the King estreou na 1ª posição da Billboard 200, tornando-se o segundo álbum consecutivo do Avenged Sevenfold a chegar ao topo da parada americana, além de ser o primeiro disco da banda a liderar as paradas do Reino Unido.