Viva la Vida or Death and All His Friends
Disco mais experimental e orquestral, com produção de Brian Eno e o hit que dá nome ao álbum.
Ouvir no SpotifyTons e ideias marcantes
Ascensão e queda do poder
A faixa-título narra a queda de um rei que perde reino, povo e a própria fé, numa metáfora sobre o peso da fama e do sucesso que Chris Martin relacionou à sensação de vulnerabilidade vivida pela própria banda no auge da carreira.
Guerra e crítica à mídia
A faixa "Violet Hill" é o primeiro posicionamento antiguerra explícito do Coldplay, com Martin confirmando que a letra também comenta a manipulação da informação pela mídia em tempos de conflito.
Amor universal e espiritualidade
A suíte "Lovers in Japan / Reign of Love" conecta um romance individual a uma ideia mais ampla de amor incondicional, equilibrando o tom político do restante do disco com um momento mais intimista.
Morte e finitude
A faixa "Death and All His Friends", que fecha o álbum, encara a mortalidade de frente e termina numa reprise instrumental que devolve o ouvinte à abertura do disco, fechando um ciclo circular de nascimento e morte.
Revolução e redenção artística
O próprio título do álbum foi inspirado na última pintura da artista mexicana Frida Kahlo antes de morrer, enquanto a capa remete à obra "A Liberdade Guiando o Povo", de Eugène Delacroix, amarrando arte, Revolução Francesa e resiliência pessoal num só conceito.
Como o álbum foi recebido
Músicas mais streamadas
Gravação e produção
As gravações se estenderam de novembro de 2006 a abril de 2008, passando pelo estúdio The Bakery, em Londres, o Magic Shop, em Nova York, e até duas igrejas em Barcelona. Brian Eno assumiu a produção ao lado de Markus Dravs, Jon Hopkins e Rik Simpson com uma regra clara — cada faixa deveria soar diferente das demais — o que empurrou a banda para fora da zona de conforto e resultou num disco mais orquestral, com o violinista Davide Rossi presente em seis faixas.
Impacto e legado
Viva la Vida or Death and All His Friends foi o álbum mais vendido de 2008, com 3 milhões de cópias despachadas só na primeira semana, além de liderar as paradas em 36 países e levar o Grammy de Melhor Álbum de Rock em 2009. Até 2011, já somava mais de 10 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo.
Curiosidade
A faixa-título rendeu um processo judicial — o guitarrista Joe Satriani acusou o Coldplay de plagiar sua composição instrumental "If I Could Fly" de 2004. O caso foi encerrado sem decisão de mérito em 2009, com cada lado arcando com os próprios custos legais e sem qualquer admissão de culpa por parte da banda.