Que País É Este
Reúne faixas antigas e novas, incluindo a épica "Faroeste Caboclo" e a icônica faixa-título de crítica política.
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Crítica política direta
A faixa-título "Que País É Este" aproxima "favelas" e "Senado" para denunciar que a corrupção e o descaso atravessam todas as classes sociais, e se tornou um hino de protestos estudantis nas décadas seguintes ao seu lançamento.
Migração, violência e um sonho americano às avessas
A faixa "Faroeste Caboclo" narra em mais de nove minutos e 150 versos a saga de João de Santo Cristo, um nordestino que migra para Brasília, entra para o crime e morre por amor e vingança, numa das letras mais ambiciosas já escritas no rock brasileiro.
Crítica ambiental e ao poder
A faixa "Angra dos Reis" ironiza a construção da usina nuclear na cidade litorânea com o trocadilho "a Angra é dos Reis, dos poderosos", em meio ao medo de acidentes nucleares que tomou o país após o desastre de Chernobyl e o acidente do Césio-137.
Urgência e cansaço criativo
Composto às pressas para cumprir um contrato atrasado, o álbum carrega em faixas como "Tédio" e "Depois do Começo" o tom de exaustão da própria banda, que o guitarrista Dado Villa-Lobos descreveu como um período sem tempo para disciplina ou virtude.
Como o álbum foi recebido
Assista: uma análise do álbum
Músicas mais streamadas
Um disco feito contra o relógio
Para cumprir um contrato que previa três álbuns em três anos, já quase um ano atrasado, a banda gravou este álbum em apenas duas semanas, em outubro de 1987, sob produção de Mayrton Bahia. Quatro faixas, incluindo a própria faixa-título, saíram prontas em takes únicos, sem tempo para retrabalho.
Faixas resgatadas do passado
Em vez de compor tudo do zero, a banda recorreu a canções antigas que já tocava ao vivo havia anos, algumas escritas ainda no fim da década de 1970, caso de "Faroeste Caboclo", que Renato Russo começou a rascunhar em 1979 e só ganhou gravação oficial oito anos depois.
Disco de diamante em meio à crise
Lançado no fim de 1987, em plena crise econômica do Plano Cruzado II, o álbum vendeu mais de 1 milhão de cópias e recebeu Disco de Diamante da ABPD, consolidando a Legião Urbana como uma das bandas mais relevantes do país.