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Capa do álbum The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd
Rock · Álbum

The Dark Side of the Moon

Pink Floyd · 1973

Um dos álbuns mais vendidos da história, explora temas como tempo, dinheiro e sanidade em uma sequência conceitual contínua.

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Tons e ideias marcantes

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Passagem do tempo e mortalidade

A faixa "Time" abre com um coro de despertadores e relógios tocando fora de sincronia, seguido pela reflexão de Roger Waters sobre acordar um dia e perceber que boa parte da vida já passou esperando por alguém ou algo para mostrar o caminho. É o núcleo do álbum sobre oportunidades perdidas e a consciência da própria mortalidade.

Dinheiro e ganância

A faixa "Money" critica o consumismo e a obsessão pelo dinheiro logo na introdução, com efeitos de caixa registradora e moedas caindo montados em compasso 7/4 — um dos ritmos mais incomuns já usados em uma canção de sucesso no rock.

Loucura e saúde mental

O álbum nasceu em parte da preocupação da banda com o estado mental de Syd Barrett, fundador do Pink Floyd afastado por crises psicóticas. A linha "eu te encontro no lado escuro da lua" e o verso "there's someone in my head but it's not me", em "Brain Damage", tratam diretamente da fragilidade da mente.

Conflito e violência

A faixa "Us and Them" nasceu de esboços instrumentais compostos por Richard Wright para o filme "Zabriskie Point" e ganhou letra de Roger Waters sobre a futilidade da guerra — um tema pessoal para ele, já que seu pai morreu em combate na Segunda Guerra Mundial quando Waters tinha só 5 meses de vida.

Ciclo contínuo da vida

O álbum não tem pausas entre as faixas — tudo é costurado por efeitos sonoros e transições contínuas, abrindo e fechando com uma batida de coração. A estrutura simula um ciclo completo, do nascimento à morte, reforçando a ideia de que o disco deve ser ouvido como uma experiência única e ininterrupta.

Como o álbum foi recebido

AllMusic 5/5
The Rolling Stone Album Guide 5/5
Pitchfork 9.3/10
NME 8/10
Q Magazine 4/5
Sonar Musical ★ 9.8/10

Assista: uma análise do álbum

Pink Floyd: The Dark Side of the Moon — Música e Filosofia (A Nômade Cósmica)

Músicas mais streamadas

Top 5 do álbum no Spotify (número aproximado)
1
Money 657 milhões streams
2
Breathe (In the Air) 611 milhões streams
3
Time 535 milhões streams
4
The Great Gig in the Sky 458 milhões streams
5
Brain Damage 267 milhões streams

Gravação e produção

The Dark Side of the Moon foi gravado em cerca de 60 dias, divididos entre junho de 1972 e fevereiro de 1973, nos estúdios da EMI em Londres — o mesmo complexo hoje conhecido como Abbey Road. A banda contou com o engenheiro Alan Parsons, que já havia trabalhado em "Abbey Road" e "Let It Be", dos Beatles, e explorou recursos avançados para a época, como os gravadores multipista Studer A80 de 16 canais, loops de fita e o sintetizador EMS Synthi A. As falas espalhadas pelo disco, incluindo a icônica frase "there is no dark side of the moon really, matter of fact it's all dark", vieram de entrevistas informais que a equipe fez com funcionários e músicos que passavam pelo estúdio.

O prisma que virou ícone

A capa, com o prisma refratando luz branca em um espectro de cores, foi criada pelo designer George Hardie a partir de uma referência da dupla de design Hipgnosis. A ideia era simples e gráfica o bastante para não competir com a música — e acabou se tornando um dos símbolos mais reconhecíveis da história do rock, estampado até hoje em camisetas, pôsteres e memorabilia sem precisar do nome da banda ou do álbum ao lado.

Um recorde que resistiu décadas

Poucos discos tiveram uma permanência tão longa nas paradas quanto este. Ele passou 741 semanas consecutivas na Billboard 200 entre 1973 e 1988 e, somando períodos não consecutivos, segue aparecendo na lista até hoje — um recorde que nenhum outro álbum da história chegou perto de igualar.