Õ Blésq Blom
Quinto álbum de estúdio, mais colorido e experimental, com "Flores", "Marvin", "O Pulso" e "Miséria". Um dos discos mais queridos e criativos da banda.
Ouvir no SpotifyTons e ideias marcantes
Amor, entrega e reconciliação
A faixa "Flores" transforma um pedido de perdão em canção delicada, com o verso "eu plantei uma flor" servindo de gesto singelo de reconciliação em meio ao peso do repertório da banda.
Doença, solidão e fragilidade
A faixa "Marvin" (baseada em "Patches") narra a história de um jovem pobre que abandona os estudos para trabalhar e sustentar a família, num retrato comovente de sacrifício e desamparo social.
A vida como fenômeno físico
A faixa "O Pulso" enumera doenças e mazelas — "o pulso ainda pulsa" — para afirmar, por contraste, a insistência da vida em seguir batendo apesar de tudo.
Desigualdade e miséria social
A faixa "Miséria" encara de frente a pobreza brasileira, mantendo viva a veia de crítica social que a banda havia consolidado em "Cabeça Dinossauro".
Como o álbum foi recebido
Músicas mais streamadas
Gravação e produção
Lançado em 16 de outubro de 1989 pela WEA, "Õ Blésq Blom" foi gravado entre julho e setembro daquele ano no estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro, novamente sob produção de Liminha. O disco marcou uma virada mais colorida e experimental, combinando pop, experimentalismo e influências da música brasileira.
Impacto e legado
Tido como um dos trabalhos mais criativos e queridos da banda, o álbum aparece em 74º lugar na lista da Rolling Stone Brasil dos 100 maiores discos nacionais. Faixas como "Flores" e "Marvin" se tornaram presença constante em rádios e nos shows do grupo até hoje.
Curiosidade
Para dar cor regional ao disco, a banda convidou os repentistas pernambucanos Mauro e Quitéria, cujas participações abrem e encerram o álbum, ligando o rock paulistano à tradição do repente nordestino.