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Guitarra Memphis é Boa? Guia e Modelos (by Tagima)

Igor Silva Anholeto Por Igor Silva Anholeto
Guitarra Memphis by Tagima de entrada, capa do Sonar Musical
Neste artigo

Se você está caçando a primeira guitarra mais barata com o respaldo de uma marca grande, a Memphis provavelmente apareceu na sua busca. E tem um detalhe que muita gente não sabe: Memphis é a linha de entrada da própria Tagima, a maior fabricante de guitarras do Brasil. Ou seja, é a Tagima entrando na briga do degrau mais baixo de preço, contra Strinberg, Michael e SX.

Mas será que a guitarra Memphis é boa, ou é só o nome Tagima num instrumento fraco? Este guia responde com honestidade: a qualidade real, os modelos MG-30 e MG-32, os prós, os contras e para quem ela faz sentido. Faz parte do nosso hub de marcas de guitarra nacionais.

Resposta rápida

A Memphis é a sub-marca de entrada da Tagima — as guitarras mais baratas da família, feitas para o primeiro instrumento. A qualidade é compatível com o preço: cumpre bem o papel de começar a tocar gastando pouco, com o respaldo e a assistência da Tagima. Os modelos mais vendidos são a MG-30 e a MG-32 (Stratocaster). Fica na mesma briga de Strinberg e SX; a favor dela pesa o nome e a rede Tagima. O ponto fraco de sempre é a regulagem de fábrica — com um setup, ela toca bem acima do preço.

Comparativo rápido dos modelos

ModeloFormatoCaptadoresIdeal paraPreço estimado
Memphis MG-30 Mais popular Stratocaster3 single coilPrimeira guitarraR$ 800–1.100
Memphis MG-32 Stratocaster3 single coilPrimeira guitarraR$ 900–1.200
Memphis MG-330 Superstrat (HSS)2 single + 1 humbuckerRock de entradaR$ 1.000–1.400
Memphis MGLP (Les Paul) Les Paul2 humbuckersRock e bluesR$ 1.000–1.400
Memphis MGV (Flying V) Flying V2 humbuckersVisual metalR$ 1.000–1.400
Memphis MG-30 Mais popular
Formato
Stratocaster
Captadores
3 single coil
Ideal para
Primeira guitarra
Preço estimado
R$ 800–1.100
Memphis MG-32
Formato
Stratocaster
Captadores
3 single coil
Ideal para
Primeira guitarra
Preço estimado
R$ 900–1.200
Memphis MG-330
Formato
Superstrat (HSS)
Captadores
2 single + 1 humbucker
Ideal para
Rock de entrada
Preço estimado
R$ 1.000–1.400
Memphis MGLP (Les Paul)
Formato
Les Paul
Captadores
2 humbuckers
Ideal para
Rock e blues
Preço estimado
R$ 1.000–1.400
Memphis MGV (Flying V)
Formato
Flying V
Captadores
2 humbuckers
Ideal para
Visual metal
Preço estimado
R$ 1.000–1.400

O que a Memphis é (e o que não é)

A Memphis existe para um objetivo claro: ser a guitarra mais barata possível com procedência. Você não está comprando madeira selecionada nem captadores refinados — está comprando acesso ao instrumento com o carimbo (e a assistência) da maior marca nacional.

Isso significa gerenciar expectativas. A Memphis não vai competir com a Tagima “principal” (T-635, Woodstock) nem com a Seizi — ela é o degrau de baixo. Mas, para começar sem risco financeiro, cumpre o papel.

Os modelos, um por um

MG-30. A Stratocaster mais popular da linha: corpo em basswood, braço maple perfil “C”, 22 trastes, três single coils cerâmicos e ponte tremolo. É a “primeira guitarra” clássica da Memphis. Entenda o formato no guia da Stratocaster.

MG-32. Muito parecida com a MG-30, geralmente com escala de rosewood (mais escura) e pequenos detalhes de acabamento diferentes. Mesma proposta: Strato de entrada acessível.

MG-330 (HSS). Versão superstrat com um humbucker na ponte, para quem quer um pouco mais de peso para rock desde o começo.

MGLP e MGV. As cópias de Les Paul (dois humbuckers, timbre mais grosso) e de Flying V (visual metal), para quem quer esses formatos pelo menor preço. Veja os guias de Les Paul e Flying V.

O detalhe que muda tudo: a regulagem

Como toda guitarra de entrada, o calcanhar de Aquiles da Memphis é a regulagem de fábrica: muitas chegam com a ação alta (cordas longe do braço, difíceis de apertar) e oitavação fora. A boa notícia é que isso se resolve. Uma regulagem (setup) com luthier custa de R$ 100 a R$ 250 e transforma o instrumento — vale somar esse custo ao orçamento. Veja como abaixar a ação.

Prós e contras da Memphis

A favor:

  • Uma das guitarras mais baratas com procedência de marca grande.
  • Respaldo, assistência e revenda da Tagima (rede enorme no Brasil).
  • Formatos variados (Strato, Les Paul, V) na faixa de entrada.
  • Baixo risco: se descobrir que guitarra não é para você, perdeu pouco.

Contra:

  • Captadores e acabamento simples (é o degrau de baixo).
  • Regulagem de fábrica irregular — quase sempre pede um setup.
  • Quem pode investir um pouco mais encontra saltos reais de qualidade na Tagima “principal” ou na Seizi.

Memphis vs Strinberg vs Tagima: qual escolher?

  • Orçamento é tudo (o mais barato possível): Memphis ou Strinberg — empate técnico; a Memphis leva o nome/rede Tagima.
  • Dá para investir um degrau acima: pule para a Tagima principal (T-635) — leia Tagima é boa? — ou para a Seizi, que traz recursos premium pelo preço.
  • Quer comparar com importada de entrada: veja Tagima vs Squier.

A regra honesta: se você tem certeza de que vai estudar por anos, começar já numa Tagima principal ou Seizi poupa um upgrade cedo. Se você quer só experimentar com o menor risco, a Memphis resolve.

Então, guitarra Memphis vale a pena?

Vale, para o público certo: iniciante com orçamento apertado que quer o menor risco com o respaldo de uma marca grande. Com uma regulagem e, mais tarde, uma troca de captadores, ela entrega bem mais do que o preço sugere.

Não vale se você busca timbre refinado ou um instrumento para durar anos sem upgrades — aí suba pelo menos uma faixa. Seja qual for a escolha, guarde parte do orçamento para um bom amplificador: ele muda mais o seu som que a diferença entre duas guitarras de entrada. Compare tudo no guia das melhores guitarras para iniciantes.

Perguntas frequentes

Guitarra Memphis é boa para iniciantes?
É uma opção válida para quem quer começar gastando o mínimo com o respaldo de uma marca grande. A Memphis é a linha de entrada da Tagima, então entrega o formato e a eletrônica corretos pelo menor preço, com assistência nacional. Os pontos fracos são captadores simples e a regulagem de fábrica irregular — ambos contornáveis com um setup de luthier. Se der para investir um pouco mais, a Tagima principal ou a Seizi dão um salto real de qualidade.
Memphis é da Tagima?
Sim. Memphis é a sub-marca de entrada da própria Tagima, a maior fabricante de guitarras do Brasil. É a Tagima competindo no degrau mais baixo de preço, contra marcas como Strinberg, Michael e SX. Por isso as guitarras Memphis carregam o respaldo, a assistência e a rede de revenda da Tagima, com componentes mais simples para baratear.
Qual a diferença entre a Memphis MG-30 e a MG-32?
As duas são Stratocaster de entrada muito parecidas. A MG-30 costuma vir com corpo em basswood e detalhes básicos; a MG-32 geralmente traz escala de rosewood (mais escura) e pequenas diferenças de acabamento e tarraxas. Na prática, ambas têm a mesma proposta e faixa de preço — a escolha costuma ser pela cor, disponibilidade e preço do dia.
Qual a diferença entre Memphis e Tagima?
Memphis é a linha de entrada econômica da Tagima — mesma empresa, faixa de preço mais baixa e componentes mais simples, pensada para ser a primeira guitarra mais barata com o nome da marca. A Tagima 'principal' (T-635, Woodstock, Brasil Series) sobe em qualidade de madeira, hardware, captadores e acabamento conforme a linha. Em resumo: Memphis para gastar o mínimo; Tagima principal para um salto de qualidade.
Quanto custa uma guitarra Memphis?
Em 2026, os preços estimados ficam entre R$ 800 e R$ 1.400, dependendo do modelo: as Stratocaster MG-30 e MG-32 são as mais baratas (R$ 800–1.200), enquanto as versões superstrat (MG-330), Les Paul (MGLP) e Flying V (MGV) custam um pouco mais (R$ 1.000–1.400). São valores de mercado que variam por loja e promoção — confira o preço atual antes de comprar.

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Tags:

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